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O mundo desgovernado não é moldado por forças metafísicas. Não é Deus que mata as crianças, não é o acaso que as trucida, nem é o destino que as dá de comer aos cães. Somos nós. Só nós.
- Rorschach, Watchmen
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Giro giro girotondo, casca il mondo, casca la terra, tutti giù per terra.
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A arte de viver sem medo é para poucos, amar sem ter medo de se machucar, cair sem ter medo de depois não levantar, chorar sem medo de nunca mais sorrir, errar sem medo de não conseguir concertar. Viver sem culpa por ter feito de tudo, sem arrependimentos. Essa é a arte, pintar sem restrições, simplesmente pintar.
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Como dói sentir saudades, viver as lembranças na memória e saber que esse momentos jamais voltaram. Querer sentir tudo de novo por pelo menos alguns segundos e saber que simplesmente não se pode voltar no tempo, fazer de novo acontecer. A vida passou e encontrei milhares de pessoas em minha jornada, algumas que marcaram tudo em minha volta de um jeito inexplicável, que hoje me deixam saudades. Uma saudade que me arromba o peito, que me faz chorar como uma criança, que deixa tatuado em minha alma uma vontade do passado que se torna cada vez mais distante, mais distante.
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A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
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Um sonho: estou perdido em uma tempestade de neve. O vento assobia tirando pedacinhos de gelo que espetam os meus olhos. Vou cambaleando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa. Grito por socorro, mas o vento não deixa que os meus gritos sejam ouvidos. Caio e fico ofegante na neve, perdido naquela imensidão branca com o amento do vento soando nos meus ouvidos. Vejo que a neve esta apagando as minhas pegadas. ‘Agora sou um fantasma’ penso eu, ‘ Um fantasma sem pegadas’. Volto a gritar com a esperança sumindo como as marcas dos meus passos. Desta vez, porem, há uma resposta longínqua. Projeto os olhos com as mãos e dou um jeito de me sentar. Além das cortinas flutuantes de neve, tenho a breve visão de algo se movendo, um borrão de cor. Uma forma familiar se materializa. Uma mão se estende na minha direção. Vejo profundos talhos paralelos cortando a sua palma e o sangue escorrendo, tingindo a neve. Seguro aquela mão e, de repente, a neve desaparece. Estamos em um campo de relva verde-clara e macios flocos de nuvens deslizam no céu. Olho para cima e vejo o céu claro coalhado de pipas verdes, amarelas, vermelhas, laranja. Elas cintilam à luz do entardecer.
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O caçador de Pipas - Khaled Hosseini Pág. 80 (via
mar-e-ar)